Simplesmente pare!

Esses dias estava ouvindo meu próprio áudio no whatasapp (sim, sou dessas que houve o próprio áudio). A conversa era com duas amigas e estávamos tentando combinar de nos encontrar com mais frequência (assunto recorrente no grupo, aliás). Uma delas disse que estava enrolada porque está mudando e eu respondi: “se você está enrolada, eu estou mais ainda”

Perceberam algo estranho nesse diálogo? Nada, né? Afinal, todo mundo está sempre enrolado, está sempre correndo, está sempre reclamando de algo. Mas eu percebi: eu não estou enrolada. Eu estou numa semana tranquila. Corrida, claro, com trabalho, treino, idas e vindas, mas tranquila.  E a questão é exatamente essa. A frase simplesmente saiu da minha boca de maneira automática. Eu fiquei chocada com meu próprio áudio e logo me corrigi. Elas riram e eu fiquei pensando…

Pensando no motivo para eu ter simplesmente falado aquilo. E não existe um motivo concreto. A verdade é que eu fiz o que critico com frequência, reclamei da boca para fora. Começa assim: você fala que tem trabalhado muito, ai reclama do chefe e depois reclama que não tem tempo para nada. Ai coloca a culpa na correria por não fazer exercícios físicos e fica puto da vida no trânsito, ou no transporte público. Ai você desmarca (ou nem chega a marcar) o encontro com as amigas porque está cansada e nem conversa com o marido que também teve um dia difícil.

E quando você percebe já entrou num looping de cansaço e reclamação sem fim. Você vê problema em tudo, se preocupa com coisas que nem precisaria se preocupar e responde automaticamente “que ta tudo muito corrido”. Um dia desses, enquanto eu reclamava de algo que não tinha nada a ver comigo (pelo menos não diretamente…), meu marido disse: “você tem algum poder de resolver esse problema? Eu disse que não. E ele respondeu: então não sofra. Se você pode resolver, se você pode ajudar alguém, ok, pare e pense em como fará isso. Caso contrário, simplesmente não sofra.

E é assim que eu tenho tentado viver nos últimos tempos. Ok, às vezes escorrego e falo automaticamente que não tenho tempo para nada, mas o importante é que percebi meu ato falho e me corrigi. E é um exercício diário: parar de reclamar, parar de ver o lado negativo das coisas e simplesmente  viver o dia a dia da melhor forma possível. E é ok não estar 100% feliz o tempo todo.  (A Poliana  só existe na ficção). Sim, o dia a dia é cansativo, o trabalho nem sempre é SUPER legal, pegar metrô no rush é um saco e os problemas vão aparecer, mas não adianta ficar reclamando. A partir de hoje, procure perceber que existe muita gente bacana no trabalho, que pegar metrô com um fone no ouvido e a playlist que você ama é muito mais legal do que ficar com raiva e que você não está sempre na correria, você está simplesmente vivendo.  E viver é legal pra caramba!

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