Você lembra?

A gente adora reclamar da vida. Aos 30 (ou um pouco mais, ou um pouco menos) a maioria das pessoas sente que ainda falta muito para “chegar lá”. Reclama-se do salário baixo, do excesso de trabalho, da falta dele, da casa que falta decorar, do colchão que está velho, da vida corrida, da falta de tempo… Aos 30 a gente tem medo e tem dúvidas. Se você está solteiro, tem medo de ficar solteiro para sempre. Se namora, tem medo de estar parado no mesmo lugar e se é casado tem medo das cobranças: “quando vem o primeiro filho?”. Aos 30, temos medo das escolhas profissionais, temos dúvidas, temos pressa…

Mas o que ninguém faz, pelo menos não com frequência, é lembrar do que a gente queria aos 18, aos 20, aos 25… Quando se imaginava com 30, o que vinha à cabeça? Ai você pode parar e falar: aos 30 eu me imaginava casada, com filhos e ganhando um salário três vezes maior do que eu tenho hoje e, olha eu aqui, trabalhando feito uma louca. Mas será que era só isso? Deixe, pelo menos agora, de pensar no  trabalho perfeito + casamento que a gente aprende que é o combo ideal. Pare e pense no que você queria mesmo aos 20, aos 25…

Eu, por exemplo, sempre quis ter mais controle emocional no trabalho e aprender a lidar com pessoas difíceis. Sempre quis morar em um lugar bem alto, com uma vista linda. Sempre quis trabalhar em uma área bem específica dentro da empresa onde trabalhava – dar um twist e ir “além do jornalismo”, como dizia na época. Queria manter minhas amigas por perto, queria voltar a dançar, queria conhecer a Grécia, queria amadurecer para poder enfrentar várias coisas..

Sabe o que eu tenho hoje? Tudo isso (só que parei de dançar de novo). E não estou falando de coisas caras ou difíceis de conseguir, não. Estou falando de experiência, pequenos sonhos, coisas que, lá atrás, nos incomodavam e, agora, aprendemos a lidar. Por isso, quando eu estou  reclamando do dia a dia cansativo, com raiva de pessoas difíceis, sofrendo porque não tenho dinheiro para viajar  ou para comprar alguma coisa e com medo do rumo que a minha vida profissional está tomando,  tento lembrar que, há 5 ou 10 anos, eu queria estar exatamente onde estou agora ou, pelo menos, queria muitas coisas que tenho hoje. E se agora eu mudei de ideia ou tenho outros planos, tudo bem. O importante é sempre ter novas metas, lutar por elas, nunca se contentar com algo que não está bom e manter os sonhos sempre vivos: aos 35 eu pretendo ter conseguido tudo que quero hoje e, lá na frente, ter muitos outros objetivos para conquistar.

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