Pode falar mal…

A arte do despeito é aquela arte tipicamente feminina, que os homens normalmente não conseguem entender e todo mundo que pratica precisa tomar extremo cuidado para não se tornar uma pessoa patética. Ok, quem nunca falou mal daquela “baranga” que chamou a atenção de todos os homens quando chegou à festa que atire a primeira pedra, mas tudo tem limite.

Falar mal de mulheres que se vestem vulgarmente é licença poética, por exemplo. Pode, pode falar! Até homem fala (olha, baba, mas fala). Tentar achar todos os defeitos do mundo daquela vagabunda que “roubou” seu namorado? Pode também. É do ser humano tentar cavoucar um motivo consistente (e físico) para justificar a perda. Colocar olho gordo na bunda perfeita da colega da academia que tem UM furinho (e é nele que você vai se apegar) também pode. Tentar entender (e esbravejar) porque os caras estão em volta daquela gostosona que tem uma azeitona no lugar do cérebro e repetir isso para seus amigos (só para ouvir todos eles concordando com você) é aceitável também. Poxa, e o conteúdo né, minha gente?

Agora o perigo é o exagero. Despeito é tipo um bullying – só que feito por mulheres e de forma indireta. Bullying todo mundo sofreu e praticou, mas quando passa dos limites, vira notícia. Já o despeito, na maioria das vezes, vira motivo para terem dó da despeitada. Sabe por quê? Não vai adiantar ficar falando mal da namorada do seu ex, se descabelando quando vir uma foto dos dois e, pior ainda, achar que o objetivo dela é te provocar. Normalmente as despeitadas acham, também, que são o centro do mundo.

Não adianta viver sua vida odiando as mulheres que conseguem ter um corpão e correr para casa para se jogar no sorvete de chocolate. Falar da burrinha é engraçado, mas se incomodar de verdade com ela é burrice sua. Quando você fala mal da namorada do ex, mas também fala mal da gostosa do andar, da loira que resolveu mostrar as pernas, da garota que tem como opção pegar geral, e se baseia nisso para viver, você se torna a patética do começo do texto.

A patética não se cuida, engorda, vira uma chata digna de dó e, em vez de procurar um cara legal, fica espetando alfinetes no vodu da namorada do ex e, querida, isso não vai adiantar. A despeitada-patética em vez de fazer um curso, ganhar dinheiro e se divertir com os amigos, fica amargando o ódio pelas outras sem se importar com mais nada.

O bom disso tudo é que a solução para mudar é simples: não precisa perder sua alma feminina. Fale mal da potranca que está quase pelada, descubra cada defeito daquela atriz que é perfeita, mas pare por aí. Se cuide, procure diferenciais, arranje um namorado gatão, se vista bem e aí você vai ver que delícia ser vítima das despeitadas.

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