E agora?

Esses dias eu estava pensando no quanto você é dono da sua própria sorte. As coisas acontecem porque têm que acontecer, mas esse discurso é irritantemente falho. O destino prega peças sacanas em todos nós e, nessas horas, o que fazemos?

Com os romances, então, tudo fica ainda mais compelxo. O que você está procurando? Onde você está se metendo? E o que você quer, de verdade? Sustentar aquele amor que só dá certo nas novelas e que nunca daria certo na vida real, é saudável? Você sabe que vai sofrer,  que por qualquer motivo (distância, infidelidade, falta de compromisso) aquilo vai acabar, mas vale a pena viver o momento? Vale a pena alimentar um sentimento e depois sofrer muito mais quando “aquilo tudo” acabar? -aquilo tudo que, na verdade, nunca existiu. E, mais do que isso, esse amor é tão impossível assim?

Por outro lado, é tão tranquilo e seguro olhar para os lados e tentar ser racional e dar espaço para aquilo que é acessível  e imperfeito. Imperfeito, sim,  porque tudo que é real  tem suas imperfeições. Ela pode não ser tão bonita ou ser um pouco dramática demais. Ela pode ter um pai chato ou uma mãe controladora, mas ela está lá. Ela está ao alcance das suas mãos, ela é companheira, ela te vê feliz, chorando. Te vê estressado, suado, com tesão.

E ai? Qual a melhor escolha? Não seria muito melhor apostar nisso e esquecer aquele “amor de novela”? Ou a vida é feita de riscos e aquele “amor de novela” pode dar certo – não importa o tempo que dure. Afinal, “dar certo” é relativo.

Eu não sei a resposta. Não sei se viver o momento e simplesmente aguentar a dor mais tarde é o certo. Ou se fugir, quando a dor ainda é (ou parece ser)  superficial, é o melhor. Já fiz as duas coisas e até agora não cheguei a conclusão nenhuma. A verdade é que seria muito mais fácil se essa escolha nunca fosse necessária, mas elas são. E quando você escolhe seguir um caminho, sempre perde as coisas boas da outra estrada.

Algumas pessoas aparecem na sua vida e, apesar do potencial do final feliz, simplesmente não decolam junto com você, por medo, por fracassos, por escolhas de alguém. Aquela história do amor platônico que deu certo porque era platônico. Porque os defeitos não surgiram, as discussões, os conflitos da convivência, o ciúmes, o dia a dia. Fatos que causam medo em qualquer relacionamento, mas que são extremamente necessários a qualquer casal. A verdade é que “dar certo” pode significar 1 ano, 10 anos ou, simplesmente, 1 dia e a escolha está nas mãos dos envolvidos. E se fosse com você? Qual seria a sua?

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3 comentários sobre “E agora?

  1. Lígia Menezes disse:

    Bom, Naty, eu acho que vale a pena arriscar, nem tudo acaba, não… Você nunca viu um casal de velhinhos caminhando juntos, no maior amor?
    Sei lá, muitas coisas difíceis acontecem, vc sabe, mas é preciso aceitar os defeitos, aprender com eles e seguir hehehehe poética, né? Adorei o texto. bjs

  2. daniel disse:

    Não tem resposta certa. Há quem diga que é melhor se arrepender daquilo que fez do que pensar no que poderia ter sido se tivesse arriscado.

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