Jogos de amor!

Uma hora a paixão vem e ai vem com tudo. Homem é assim: difícil de se apaixonar, adora a solteirice, mas quando aquela mulher faz a coisa certa, vira o maior babão do mundo. E é ai que entram os jogos de amor. Um dia, um amigo meu, carioca, malandro e cheio de frases de efeito, me disse: “é triste admitir, mas homens e mulheres precisam de um joguinho bem feito antes de se apaixonar”. Eu parei para pensar e acho que é bem por ai. Mulher muito disponível, apaixonada na primeira semana e sem nenhuma surpresa, cansa. Ela pode ser linda, ser o sonho de consumo daquele cara nem tão atraente assim, mas até ela vai perder a graça, se não souber seduzir, envolver e fazer o jogo certo.

Para o homem, fica a mesma lição. Apesar de ser mais fácil, afinal o mercado masculino anda enxuto, a coisa rola mais ou menos da mesma maneira. O que é muito fácil, se desfaz! Não sei se Freud explica (dá um Google e me conta), mas eu não, só sei que é assim. A mulher gostou do encontro, ficou animada, repetiu a dose. O sexo foi bom, as mensagens carinhosas, eles foram viajar juntos. Tudo isso pode acontecer, mas a paixão ainda não virou amor e pode acabar de um dia para o outro.

Suma uma semana, não demonstre tanto interesse, deixe a pessoa na dúvida de qualquer coisa e pronto: ela volta. Outro amigo meu (que adora esses joguinhos de amor) me disse: o morde-assopra é fatal, ela gama. É difícil admitir isso, afinal, fica meio patético chegar à conclusão de que o ser humano precisa de insegurança (e uma dose de truculência) para saber que gosta, mas essa é a realidade. Relacionamentos cheios de segurança, e sem empecilho algum, são mornos e nada me fará mudar de ideia. Não estou entrando no mérito do felizes para sempre, da família e dos filhos (eu tenho uma família baseada na segurança e acredito nela), mas a conquista precisa de paixão, de empolgação e de medo.

Mas que fique claro que todos os joguinhos têm limites e terminam. Se bem jogados, casais que se completam e que têm fogo, paixão e (nem tanta) segurança, ficam juntos. Se mal jogados, alguém sai ferido, cansado e com a sensação de que perdeu muito tempo.

E aí, fica a pergunta: qual seria o jogo mal jogado? Aquele  feito por moleques ou mulheres inseguras, que precisam de alguém aos seus pés o tempo todo. Aquele jogo que não tem limite de respeito, de tempo e não calcula o quanto o outro tem valor. Que fique claro: o jogo do amor serve para conquistar e não para manipular ninguém.

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4 comentários sobre “Jogos de amor!

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