Isso (não) pode!

por Natália Chagas

Um dia de fúria

O despertador toca e você pensa no quanto sua vida está monótona, esbraveja porque não conseguiu dormir direito  e já é o segundo dia que você precisa de um guincho pra te tirar da cama.

No espelho você vê uma mulher que engordou durante a noite e que tem cabelos horrorosos e sem vida além do guarda-roupa que não te oferece nada que preste. Durante seu percurso para o trabalho o trânsito te desperta um ódio mortal e as primeiras lágrimas do dia caem quando aquele pedreiro sem educação mexe com você na rua.

Durante o dia, cada vez que seu chefe te chama aquela vontade de enfiar uma caneta BIC no olho dele cresce e as piadas dos seus amigos de trabalho vão ficando cada vez mais imbecis. Você tem raiva se te criticam, se te elogiam, tem raiva do cara que está almoçando ao seu lado porque ele é feio e da mulher que está do outro lado porque ela é brega.

Se seu namorado não te manda um alô durante o dia você chora porque ele não te ama mais e se ele te manda uma mensagem bonitinha você chora porque tem o melhor namorado do mundo. Se é solteira, chora porque nunca vai arranjar ninguém que preste e se é solteira por opção chora porque acha que nunca vai amar ninguém.

Quando o dia acaba você pensa em malhar, mas acha que um dia de academia não vai dar jeito no seu corpo horroroso e desiste de tentar. Em casa, briga com seu pai por causa de dinheiro, com sua mãe porque seu cabelo não tem jeito (talvez a culpa seja dela…) e com seu irmão, sei lá, porque ele é seu irmão.

Vai deitar querendo que tudo se exploda , chorando, esbravejando, tentando descobrir porque tudo da errado. O cansaço te derruba e você dorme.

No dia seguinte você pula da cama antes do despertador tocar, se olha no espelho e acha que emagreceu. Se acha bonita, repara que os cabelos estão brilhando mais e tem certeza absoluta que seu dia será maravilhoso, afinal, todos são. É, a TPM acabou…

28/03/2012 Publicado por | Momentos | , , , , , | 1 Comentário

Cadê a inspiração?

Dizem que quando você se apaixona você perde a inspiração. Que textos daqueles que enchem os olhos e parecem ser escritos especialmente para quem está lendo são feitos por  corações vazios.  Sabe do que eu estou falando? Daquele texto que você lê e acha que alguém colocou uma câmera escondida no seu coração ou aquele outro que te desperta uma vontade de rir da própria desgraça só de saber que outra pessoa pensa igual a você. E eu assumo que sempre quis ter a capacidade de escrever um desses…

Mas, e ai? Será que eu terei que abrir mão do meu blog e dessa vontade de escrever se optar por continuar completamente apaixonada? É óbvio que não. Ok, tenho que admitir que faz tempo que não escrevo e faz tempo que odeio tudo que sai da minha cabeça e vai parar no papel. Pode ser culpa do meu coração batendo forte, mas também pode ser culpa dos meus dias cheios, da minha falta de paciência para dizer o que é certo ou errado, mesmo porque, eu ando sem ter a menor ideia do que é certo ou errado. O último texto que ficou engasgado por aqui  surgiu de uma teoria que eu criei (há 2 anos) e expliquei para um amigo. A teoria de que as pessoas deveriam ser autosuficientes e que ninguém precisa de outro para ser feliz. Parece clichê, mas você precisa ser feliz e ai sim convidar alguém para te acompanhar nessa felicidade.

Você precisa se encontrar, se desafiar e parar de ter medo de trocar de emprego, de ser esquecido pelos amigos antigos, de errar, de ser traído e de decepcionar alguém. Você precisa organizar sua cabeça e concluir, feliz da vida, que consegue enxergar seus defeitos (antes de enxergar o defeito alheio), que sabe que pode ser chata pra caramba, mas que também tem muitas qualidades. Você precisa se olhar no espelho,  se sentir completa e saber que, se ainda não se sente, pode e deve fazer alguma coisa para mudar isso.

Você tem que sacar que tem defeitos imutáveis e outros bem administráveis e que mesmo assim você é foda. Quando você chega a essa conclusão, tudo começa a fluir, a ficar mais colorido e parecer possível. Mesmo aquele plano futuro ou aquele sonho que você sonha até acordada. Quando você se completa sozinha e ainda tem alguém ao seu lado que te faz a mulher mais feliz do mundo, você descobre que não precisa sofrer ou estar cheia de rancor para escrever um texto que vai fazer um sorriso se abrir ao ser lido. Pelo menos é o que eu espero…

23/03/2012 Publicado por | Sinceridade, Uncategorized | 1 Comentário

Carpe, o que????

Sempre achei lindo o significado de Carpe Diem. Aprendi no colégio que essa expressão estranha significava “aproveite o dia”, “colha o dia”, não se preocupe com o futuro. Na época eu entrei na comunidade do Orkut e até tenho uma camiseta que carrega a célebre expressão, vinda de uma poesia de Horácio e de algo chamado epicurismo, que tínhamos que decorar para a prova de literatura (eu era realmente boa em literatura).

Aí você cresce, amadurece e pensa: porque eu iria levar essa maldita expressão a sério? Aproveite o dia? Aproveite o dia, mesmo sabendo que você pode ser demitida, por exemplo? Ou, viva o hoje, se você tem na cabeça que aquela promoção do trabalho pode ser sua só ano que vem?

Quando dá tudo errado e você só quer que o dia exploda, onde fica o carpe diem? Como você vive o presente se programou uma baita viagem para o fim do ano? E como viver o dia maçante de trabalho quando você só pensa no fim de semana?

Como crescer endurece a pessoa, né? Tem quem diga que é impossível aproveitar o momento até num relacionamento, afinal, você quer saber no que isso tudo vai dar. Se vocês vão casar, ter filhos, se aquela pessoa que está ao seu lado vai ter algo realmente útil a te oferecer no futuro ou, pior que isso, se a pessoa que está ao seu lado vai te querer no futuro.

Quando você é criança ou adolescente, o carpe diem parece simples, bacana, cheio de cores brilhantes e aí você vai crescendo, percebendo que as coisas são complicadas, que a cada dia você tem que lutar contra questionamentos, problemas, chefes idiotas e metrôs lotados. E é aí que você para e pensa no professor Keating (o Robin Williams, lembram?) no filme “A sociedade dos Poetas Mortos” falando para seus meninos: “Mas se você escutar bem de perto, você pode ouvi-los sussurrar o seu legado. Vá em frente, abaixe-se. Escute, está ouvindo? – Carpe – ouve? – Carpe, carpe diem, colham o dia garotos, tornem extraordinárias as suas vidas.”.

E sabe o que quer dizer isso? Que o Carpe Diem continua fazendo todo sentido do mundo. Plante sucesso profissional, plante amor da sua família, do seu namorado, dos seus amigos (e isso você faz no dia a dia, com paciência) e espere, sim, a viagem de fim de ano, a promoção no trabalho, a demissão que abre portas e o reconhecimento daqueles que te amam.

Em algum momento, pode ser um fim de semana, 10 dias ou uma vida inteira, você vai saber muito bem como aproveitar o momento que você plantou e cuidou durante tanto tempo. E aí, é só aproveitar cada segundo. Carpe Diem!!

21/09/2011 Publicado por | Momentos | | Deixe um comentário

Um convite…

Às vezes eu tenho medo dos relacionamentos humanos. Esses dias um amigo meu terminou um namoro que eu jurava que duraria para sempre. Fiquei realmente surpresa, quis saber qual era a explicação e ele resumiu: “nós mudamos com o tempo e um não convidou o outro”.

Complexo né? A verdade é que se relacionar é dificílimo, mas alguém te garantiu que seria fácil? Descobrir (e aceitar) os defeitos do outro, aprender com os seus, compartilhar problemas e vitórias e saber que você pode ser diferente do outro e que não pode esperar dele atitudes que talvez você ache certas – tudo isso faz parte do jogo.

E esse problema não é exclusividade de casais apaixonados, não. Pais e filhos são parecidos, assim como melhores amigos, irmãos,  mas em algum momento as desavenças aparecem, os objetivos se desencontram e aí, o que você faz? Discute, foge, termina o namoro ou convida a pessoa a te acompanhar no que quer que seja. Convida a pessoa a te entender, expõe seus pontos de vista e escuta a opinião do outro. É nessa hora que você descobre a amizade que vale a pena, o amor e o quanto algumas pessoas são importantes (e outras, descartáveis).

A verdade é que você precisa se descobrir, confiar em você e, só assim, pode ter por perto quem quer que seja. Pode se afastar, passar por questionamentos e crises internas, afinal, quem nunca passou, certo? Mas em algum momento tem que olhar para o lado e ver que as pessoas que te amam podem te ajudar e te acompanhar.

Nesse trajeto você pode descobrir que os objetivos realmente não encaixam e que o amor acabou ou ainda existe, mas os caminhos realmente tomaram rumos opostos. Nesse caso, o jeito é aceitar, manter suas convicções e avaliar o que realmente você quer.

Mas, para os relacionamentos – brigas de família, decepção entre amigos, namoros que pareciam perfeitos – que acabaram, mas aquela sensação de que poderia ter sido diferente ficou, ainda existe uma solução. Afinal, você  ainda tem tempo de mandar um convite para aquela pessoa especial. Não custa tentar, custa?

18/08/2011 Publicado por | Momentos | | 3 Comentários

(In) compatibilidade

“Vou te falar uma coisa: – o amor faz você superar muita coisa, mas não tudo”. E foi assim que uma amiga minha me fez pensar no texto de hoje. Estávamos falando de incompatibilidade de gênios, de objetivos totalmente diferentes e do amor sustentando tudo isso.

Quer saber? Não, não sustenta.  Esse papinho de que você passa por cima de tudo quando sente esse troço aí é conversa para boi dormir, ou melhor, para mulherzinha que acredita em conto de fadas dormir.  Querem uma historinha para exemplificar?

É só pensar em qualquer casal que é visivelmente incompatível. Existem os casos extremos e revoltantes como aquele do cara barrigudo que quer viver de sombra e água fresca, não sabe o que quer da vida e se encosta na mulher  madura, bem resolvida e linda (podem inverter os papeis porque tem muita mulher fútil por aí), mas nem precisamos ir muito longe.

Vamos ao simples mesmo: o cara respira esportes radicais, quer viver viajando, com a mochila nas costas e ela? É uma dondoca que não pode pisar na areia. Ou, ele não quer saber da mãe, mora sozinho desde os 15 e odeia almoços de família. Ela? Vive pelos avós e não perde um evento familiar. E por aí vai: a jornalista cult com o coxinha do ITA, o fanático por música eletrônica com a amante de Chico Buarque, o zé droguinha com a miss antidrogas, o ecochato com a bonequinha que adora um casaco de pele.

O amor supera? Sim, supera, mas pera lá né? Vamos combinar que é muito mais fácil e saudável amar o seu companheiro, o seu parceiro, o cara ou a mulher que tem tudo a ver com você. É uma delícia discutir o sabor da pizza, fazer um esforço para tomar coca normal porque ele odeia a zero e é extremamente compreensível frequentar uma balada que você odeia, abrir mão do sanduíche para se jogar no peixe cru.   É saudável discutir ideias que divergem e é ótimo ver que ele está acompanhando sua série preferida mesmo sabendo que ele odeia tudo aquilo. E sabe por quê?  Essa incompatibilidade é aquela incompatibilidade totalmente saborosa e simples de lidar, aquela (in)compatibilidade que te mostra o quanto vocês são parecidos.

Já o esforço de se encaixar, de suportar algo que você odeia e o sofrimento para se adaptar é outra história. Abrir mão da sua vida, dos seus princípios e dos seus gostos não é prova de amor, é burrice,  esforço inútil. O melhor mesmo é criar vergonha na cara, deixar esse ser desajustado a você encontrar alguém que se encaixe a ele e, assim, os dois podem partir para outra e tentar curtir aqueles desajustes deliciosos de serem ajustados porque esses sim valem a pena.

05/08/2011 Publicado por | Momentos | , | 1 Comentário

Pode falar mal…

A arte do despeito é aquela arte tipicamente feminina, que os homens normalmente não conseguem entender e todo mundo que pratica precisa tomar extremo cuidado para não se tornar uma pessoa patética. Ok, quem nunca falou mal daquela “baranga” que chamou a atenção de todos os homens quando chegou à festa que atire a primeira pedra, mas tudo tem limite.

Falar mal de mulheres que se vestem vulgarmente é licença poética, por exemplo. Pode, pode falar! Até homem fala (olha, baba, mas fala). Tentar achar todos os defeitos do mundo daquela vagabunda que “roubou” seu namorado? Pode também. É do ser humano tentar cavoucar um motivo consistente (e físico) para justificar a perda. Colocar olho gordo na bunda perfeita da colega da academia que tem UM furinho (e é nele que você vai se apegar) também pode. Tentar entender (e esbravejar) porque os caras estão em volta daquela gostosona que tem uma azeitona no lugar do cérebro e repetir isso para seus amigos (só para ouvir todos eles concordando com você) é aceitável também. Poxa, e o conteúdo né, minha gente?

Agora o perigo é o exagero. Despeito é tipo um bullying – só que feito por mulheres e de forma indireta. Bullying todo mundo sofreu e praticou, mas quando passa dos limites, vira notícia. Já o despeito, na maioria das vezes, vira motivo para terem dó da despeitada. Sabe por quê? Não vai adiantar ficar falando mal da namorada do seu ex, se descabelando quando vir uma foto dos dois e, pior ainda, achar que o objetivo dela é te provocar. Normalmente as despeitadas acham, também, que são o centro do mundo.

Não adianta viver sua vida odiando as mulheres que conseguem ter um corpão e correr para casa para se jogar no sorvete de chocolate. Falar da burrinha é engraçado, mas se incomodar de verdade com ela é burrice sua. Quando você fala mal da namorada do ex, mas também fala mal da gostosa do andar, da loira que resolveu mostrar as pernas, da garota que tem como opção pegar geral, e se baseia nisso para viver, você se torna a patética do começo do texto.

A patética não se cuida, engorda, vira uma chata digna de dó e, em vez de procurar um cara legal, fica espetando alfinetes no vodu da namorada do ex e, querida, isso não vai adiantar. A despeitada-patética em vez de fazer um curso, ganhar dinheiro e se divertir com os amigos, fica amargando o ódio pelas outras sem se importar com mais nada.

O bom disso tudo é que a solução para mudar é simples: não precisa perder sua alma feminina. Fale mal da potranca que está quase pelada, descubra cada defeito daquela atriz que é perfeita, mas pare por aí. Se cuide, procure diferenciais, arranje um namorado gatão, se vista bem e aí você vai ver que delícia ser vítima das despeitadas.

28/07/2011 Publicado por | Sinceridade | , , | Deixe um comentário

Deu errado? Sorte sua…

“Eu não dou certo com ninguém”. Já ouvi isso, mas ouvi MUITO. O que tem de marmanjo reclamando que só encontra vagabunda por aí ou que só se encanta por meninas que não dão bola não é brincadeira. Mulher então, se descabela porque não gosta daquele cara que é louco por ela e acha que o problema só pode ser do faro estúpido e apurado para os cafajestes.

Outros resolvem insistir além da conta naquela pessoa que está visivelmente desinteressada. Engolem relacionamento aberto, engolem humilhação, falta de química, engolem uma pessoa sem objetivos (ou com objetivos totalmente diferentes) simplesmente porque acham que precisam dar certo com alguém.

O problema deve ser o medo de viver sozinho ou, sei lá, a necessidade de saber que tem alguém que gosta muito de você e, claro, gostar dessa pessoa da mesma forma.  E, conforme isso NÃO acontece,  vem o desespero, a sensação de que nada nunca nada vai dar certo para você. Um amigo meu bate na tecla de que ele nunca vai entrar na linha e que mulher nenhuma consegue fazer com que ele pare de olhar para os lados e – com aquela cara de canalha misturada com a de homem que precisa tomar jeito – ele pede conselhos, diz que quer sossegar.

Outra amiga já perdeu as esperanças e acha que tem algum problema psicológico. Algo do tipo: “eu fujo dos bonzinhos, não consigo gostar daquele cara que está louco por mim por algum medo alojado no meu subconsciente…”

E sabe da maior? O problema não é seu e muito menos do seu subconsciente. Seu faro então, sempre esteve muito bem, obrigada. A solução para essas pessoas perdidas e desesperadas é outra: esperar. Infelizmente esse é o post mais clichê de todos os tempos, mas é isso aí. Sabe por que ainda não deu certo? Porque você TEM SORTE, isso sim. Não deu certo porque quando der você vai agradecer aos céus por ter escapado de todas as suas tentativas.

Mas veja bem, elas são válidas (nunca cuspa no prato em que já tentou): você conhece pessoas legais, pessoas péssimas, dá risada, chora, aprende, cresce, vira mulher (ou vira homem), amadurece, tem histórias para contar. E as tentativas frustradas são extremamente úteis por um motivo mais simples do que todos esses: servem para você dar o maior valor do mundo àquela pessoa que encaixa, mas encaixa perfeitamente a tudo que você sempre quis. E você descobre que não tem nenhum problema, nenhum medo e não é a pessoa mais azarada do mundo. Muito pelo contrário: você descobre que a sorte sempre esteve ao seu lado e por isso nada deu certo antes.

08/07/2011 Publicado por | Sinceridade | , , | 2 Comentários

Ela dura?

Você olha aquele amigo seu e lembra dos velhos tempos. Ele era engraçado,  curtia dar gargalhadas que doíam a barriga (e fazia a sua doer junto), era agradável, um cara legal. Agora, só sobram as cinzas. Ele não sai mais, ganhou barriga, não curte mais surfar e odeia dançar. Não gosta de encontrar os amigos e, pior, muito mais aterrorizante: ficou sem graça. Os dentes? Ih, só aparecem de relance, naquele sorriso amarelo, de gente sem graça. O motivo de toda essa mudança? Ela, a namorada chata.

A namorada chata é aquela que todos os caras odeiam. Ela nem é tão bonita ou até é, mas você tem tanta raiva dela que já consegue cavoucar defeitos físicos. A namorada chata é aquela menina que as suas amigas abominam, afinal, não podem chegar perto do amigo de séculos.

A namorada chata é a mulher sem confiança, que acha que o próprio taco é, na verdade, um taquinho. Ela costuma lidar com seu amigo (aquele que era legal) como se fosse uma domadora de leões. Boicota baladas, boicota amigas. Boicota tudo que ele sempre gostou de fazer. E ele? Ele aguenta. Ele gosta dela, ele agora é um chato.

Você não pode sair só com ele, ela não deixa. Você não pode sair com ele E com ela, ela não gosta. Eventos como aniversários, encontros da turma e viagens com a galera? Hoje você até torce para ele não ir porque, se ele for, a patroa vai junto. A pentelha não desgruda e ele se sente preso, engessado, envergonhado. Ela não acha graça daquelas piadas que você chora de rir, ela carimbou todas as amigas da galera e, óbvio, são todas biscates. Todas dão em cima do queridíssimo que um dia foi legal, afinal, ele é irresistível, lógico.

Ela pesa, ela leva seu amigo para um canto, ela cochicha, ela pressiona. Ela vai perder. Em algum momento ele vai começar a aparecer em encontros rápidos e você vai perceber que a bruaca não está ciente daquilo. E é nessa época que ele vai perceber que o amor pode e deve ser leve. Ele vai sentir falta de estar acompanhado de uma pessoa agradável, uma pessoa que os outros achem agradável. A namorada chata deve ser uma fera na cama e, sem dúvida (esperamos pelo menos), que tenha inúmeras qualidades, mas a namorada chata não deixa o cara viver.

Um dia, um outro amigo vai apresentar aquela menina simpática, autoconfiante, engraçada e o cara apagado (que já foi o querido da turma) vai olhar e ver que isso que é bom. Que namorar não anula o seu jeito de ser, não anula os abraços nas amigas de sempre e não anula as baladas, as viagens, a personalidade. Os programas e interesses mudam, lógico, mas a família, a turma e os amigos não. E é aí que a namorada chata vai sumir ou vai mudar (isso é raro. A namorada chata é tipo o cara chato, nasceu assim.) Ele vai viver um tempo sozinho, vai voltar a ser aquele cara legal, vai encontrar uma pessoa bacana e vai fazer todo mundo rir, como nos velhos tempos. E a nova namorada? Ela estará do lado dele, rindo junto.

20/06/2011 Publicado por | Sinceridade | , , | 2 Comentários

Sem registro

Você já tentou tirar uma foto da Lua? Sabe aquela noite que você olha pra cima porque percebe que as coisas estão mais claras, a escuridão brilha e que tem algo no ar que te faz mais feliz? Aí lá está ela, a Lua cheia.

Inúmeras vezes eu estive nessa situação e tentei eternizar aquele momento. Ontem mesmo, estava caminhando, na noite iluminada e vi uma menina, parada, tentando tirar uma foto daquela bola gigante que te deixa mais animada só por estar lá. Quase parei pra avisar que a imagem não ia sair. A não ser que você tenha tinta e saiba pintar um quadro ou tenha feito um curso e esteja com a melhor câmera dos últimos tempos (afinal, eu escolhi uma foto e sei que  está bem bonitona ), a Lua simplesmente vai parecer um pontinho branco, meio borrado, no céu. E arrisco dizer que mesmo se você tiver pinceis ou uma câmera profissional, você não vai conseguir registrar aquela visão do jeito que ela REALMENTE é.

Sempre me frustrei com isso. Tenho um amor platônico pela Lua cheia. Já ouvi que através dela um casal apaixonado se comunica, que mãe e filha combinam de olhar para ela e pensar uma na outra quando estão separadas por muito tempo e outras tantas histórias bregas – mas lindas – sobre a Lua. E aí pensava: “mesmo com tanta paixão, ela não pode ser fotografada? Como assim?”

Hoje sei que a Lua representa aqueles momentos perfeitos que você vive e tem certeza que não vão sair da sua memória nunca mais. Pode ser uma paixão, uma noite de amor, uma viagem com aquela pessoa que você está conhecendo agora. Pode ser um almoço de família onde todos estão presentes, um sorriso do seu avô que já está velhinho, um salto de paraquedas ou o nascimento do seu primeiro filho. Um abraço do seu irmão,  uma viagem com seus pais para aquele lugar que vocês amam e tantos outros…

Momentos que mesmo registrados através de fotos, textos, músicas e cheiros, só serão lembrados exatamente como foram na memória de quem viveu. A Lua é assim, os melhores instantes da sua vida também. Você tem que viver, olhar, aproveitar cada segundo e só. A Lua cheia você sabe que vai voltar, mas a Lua cheia na praia, com uma pessoa especial, a Lua cheia num quarto no meio das montanhas e uma taça de vinho, a Lua cheia com sua família inteira, essas sim são mais difíceis de viver.

Então, quando você sabe que está presenciando aquele segundo perfeito, inesquecível, que até pode parecer bobo, mas é extremamente importante, esqueça da máquina, das pessoas em volta e até da Lua. Viva e guarde, na sua cabeça e no coração, cada detalhe de tudo aquilo. Esse sempre foi e sempre será o seu melhor registro e sua melhor lembrança…

18/05/2011 Publicado por | Momentos | , , | 6 Comentários

Isso tudo é medo?

O problema sempre foi um só: o ser humano fareja o medo. Não posso falar de mulheres ou de homens porque, nesse caso, são todos farinha do mesmo saco. As pessoas adoram colocar empecilhos em tudo, programar o improgramável.  A coisa tem que ser simples e pronto. Se não são, talvez a questão seja mais clara do que você pensa. Não vai rolar!

Não vai rolar porque os dois não tem nada a ver, porque um não quer, porque o outro tem preguiça. Por causa de uma viagem, por medo ou  porque os dois simplesmente não se resolvem… não importa!

O que empaca mesmo continua sendo a mania que as pessoas tem de PENSAR e, consequentemente, sofrer. Sofre-se porque o rolo está indo rápido demais. Sofre-se pelo medo dele querer só sexo, sofre-se pelo receio de descobrir algo muito ruim na pessoa que parece ser perfeita naquele momento, sofre-se porque terminou um namoro e não quer começar outro.

É medo de perder, medo de ser traído, de ser trocado, medo de se amarrar, medo de gostar demais. É casal combinando de não se envolver, é mulher dando chilique com aquele cara que conheceu há 1 semana, é homem se declarando perdidamente apaixonado e enfiando os pés pelas mãos por desespero de ter falado demais. Pensou muito, tentou muito, insistiu muito? Alguma coisa está muito errada, isso sim!

Pode ser utopia chegar a essa conclusão, mas vamos deixar rolar? Vamos viver sem pensar que seus pais não vão aprovar, que ele vai sumir, que ela não vai curtir sua ideia romântica para aquela noite estrelada? Quer fazer, faça. Quer se declarar, se declare. Quer se arriscar naquele convite ou ultrapassar aquela barreira? Vai lá. Fale menos, faça mais. Se der errado, deu. Mas se der certo, não é o combinado de “vamos curtir sem se apaixonar”o  “vamos com calma” e muito menos o “vou surtar pra amarrar alguém” que vai bloquear ou fazer surgir qualquer tipo de sentimento. Comece a sentir e SÓ. Acredite nas suas vontades, siga seus instintos e…

Quando você parar para pensar, aquele rolo já vai ter virado amizade ou inimizade. Outro já terá tomado o lugar do entrave sem solução ou – melhor ainda – um já estará perdidamente apaixonado pelo outro e aí, amigo, é só alegria! .

17/05/2011 Publicado por | Sinceridade | , , , | 4 Comentários

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